O Plano Mestre do Evangelismo é uma tentativa de mostrar a
estratégia evangelística do Senhor Jesus, livrando-nos do conceito do
evangelismo de âmbito “ocasional” ou “especial”, praticado em apenas alguns
momentos, firmando numa vida de testemunho constante a cada discípulo.
João 14:6: "Eu
sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por
mim".
Muitos métodos de evangelismo têm fracassado porque a preocupação
básica é “estar fazendo alguma coisa”. Mas quem disse que estar ocupados com
muitas atividades resulta em que estamos fazendo realmente algo importante?
(Lc. 10:38-42). Creio que sempre deve ser perguntado: “Isto é objetivo e
relevante? Ou isto é digno de ser feito? Conseguimos realizar estar tarefa?
Estas questões devem sempre estar presentes nas atividades evangelísticas da
igreja local. Nossos esforços para manter as coisas funcionando estão cumprindo
a grande comissão que nos foi dada por Jesus?
Tal como um edifício é erguido de conformidade com uma planta traçada, assim
também, tudo quanto fazemos deve ter um propósito. De outra maneira, nossas
atividades poderão perder-se em uma confusão sem alvo.
Precisamos voltar às páginas das Escrituras e observar os princípios que
governavam os movimentos do Mestre, na esperança que nossas atividades tenham
um padrão semelhante. Melhor do que estudar métodos é estudar os princípios que
os governam, pois, desta forma, podemos ter sempre a linha mestra que nos guia
para não nos perdemos sem objetivos que estejam na orientação de Deus.
Infelizmente a questão da estratégia básica de Jesus raramente tem recebido a
atenção que merece.
Os evangelhos foram escritos primariamente para mostrar-nos Cristo, o Filho de
Deus, e também como, por meio da fé, podemos ter vida em Seu nome (João 20:31).
Porém, o que algumas vezes deixamos de perceber é que a revelação dessa vida em
Cristo inclui o Seu modo de viver, que Ele também ensinou aos seus discípulos e
seguidores. Os escritores do evangelho não somente contemplaram a verdade, mas também
foram transformados por ela. Ao
narrarem a história de Cristo, eles destacam aquelas coisas que influenciaram
tanto a eles que os levaram a deixar tudo o que possuíam a fim de seguirem o
Mestre. Nem tudo foi registrado. Entretanto estes relatos que foram
cuidadosamente selecionados e registrados na mais absoluta integridade, sob a
inspiração do Espírito Santo, tiveram o intuito de ensinar-nos como seguir pelo
caminho do Mestre. Desta maneira as narrativas bíblicas sobre Jesus constituem
o nosso melhor compêndio de
evangelismo, o único que jamais erra!
Nessa investigação, a narrativa sobre a vida de Jesus tem sido
examinada muitas vezes, e de muitos ângulos, procurando descobrir uma razão
motivadora do modo como Ele cumpria Sua missão. Suas táticas têm sido
analisadas do ponto de vista de Seu ministério como um todo. Porém trata-se de
uma tarefa árdua. As infinitas dimensões do Senhor da Glória simplesmente não
podem ser limitadas dentro de qualquer interpretação humana. Quanto mais tempo
se contempla a Jesus, tanto mais há para ver a esse respeito.
Em Jesus temos um professor perfeito. Ele, na Sua Onisciência,
jamais cometeu um erro. Embora sendo homem, tendo sido tentado em tudo à nossa
semelhança, jamais pecou (Hb. 4:15; 1 Pe. 2:21,22).
Toda a vida de Jesus na terra foi apenas um desdobramento do plano de Deus,
traçado desde o princípio. Isto estava sempre diante de Seus pensamentos (Mc.
1:38; Lc. 4:43; Jo. 18:37. A Sua intenção era salvar, deste mundo, um povo para
Si mesmo - a Igreja – que
jamais pereceria. Também lançava vistas para o dia em que o Seu Reino viria em
poder e grande glória. Esse mundo pertencia a Ele por direito de criação, mas
Ele não o tomou por este direito (Fp. 2:6-11). Seu desejo era que ninguém
ficasse excluído de Seu propósito gracioso, pois seu amor é universal (João
4:42; 3:16). Deus deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno
conhecimento da verdade (1 Tm. 2:3,4). Com esta finalidade é que Jesus
entregou-se a Si mesmo, a fim de prover salvação aos homens, que os libertassem
de todos os seus pecados. Desta forma, jamais houve na mente de Jesus qualquer
distinção entre missões nacionais e missões estrangeiras. Antes haviam TODOS OS
HOMENS, TODA CRIATURA (Mc. 16:15).
A vida do Senhor seguiu certas diretrizes, visando cumprir seus objetivos. Tudo
quanto Ele fez e declarou fazia parte de um único padrão, um único propósito –
a salvação do mundo para Deus. Essa foi a visão motivadora que governou a
conduta de Cristo. Nem por um único momento Jesus perdeu de vista o seu alvo.
Por isso é tão importante observar o caminho pelo qual Jesus manobrou a fim de
atingir os seus objetivos. O Mestre desvendou a estratégia de Deus para
conquistar o mundo. Nada do que fez foi por acaso, não havia desperdício de
energias, não havia nenhuma palavra inútil. Estava sempre atarefado no trabalho
de Deus (Lc. 2:49). Jesus viveu, morreu e ressuscitou tudo de acordo com o que
fora previamente determinado. Ele recebeu do Pai um plano que não poderia
falhar.
A primeira vista, ao estudar a vida de Cristo, parece que Ele não tinha um
plano determinado. Mas, ao analisar com mais cuidado, perceberemos o quanto é
simples! E o que mais incomoda é que, refletindo no plano de Cristo, percebemos
o quanto é diferente é do método da igreja moderna.
Vamos estudar oito princípios orientadores no plano piloto do Mestre. Deve-se
já alertar que estes passos não devem ser entendidos como se ocorressem nesta
sequência, como se o último estágio não pudesse ser iniciado enquanto os demais
não tivessem sido amplamente dominados. Na verdade cada fase está entre as linhas
das fases anteriores e, de certa maneira, todas essas fases começam com a
primeira.

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